“Deixa que as coisas se renovem, e que as perdas tenham mais de um sentido, que os vazios te ofereçam mais espaço, pra que a vida te compense com o impossível. E permita que a alegria se aproxime, e que traga mais calor para os teus dias, quando tudo nos parece um desolo, é possível ainda assim, ser poesia.
“O tempo passou e só uma conclusão foi tomada: Tempo não cura, me desculpem o termo, porra nenhuma. Você pode se afastar, desapegar, aceitar conviver com o sentimento de falta, saudade e todos os outros que antes te matavam, mas que agora ficam ali bem quietinhos. (..) O problema dos sentimentos quietos, é que eles estão inertes, mas estão só esperando algo aparecer ali, pra reascender a antiga chama que aparentava ter se apagado. Mas não apagou. Era pequena, um resquício só, uma faísca daquele amor antigo, que deveria ser passado. E seria, se você não surgisse do nada, não voltasse do nada, não dissesse exatamente o que eu preciso ouvir. Quantas vezes já ouvi dizer que o mundo gira e guardei aquela minha resposta dentro de mim? “Ele gira só que, cedo ou tarde, as coisas precisam passar pelo mesmo lugar”. E passam, você passa. Agora eu é quem pergunto: Porque não passamos juntos?
“Hoje deu vontade de chorar e eu só queria um colo para encostar minha cabeça e fingir que o mundo lá fora não existe.